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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cansada de feijão com arroz... bye bye relação a dois!

 O amor... sentimento magistral na arte de dar-se. Emoção, envolvimento, desejo, realização, sonho, idealização...
Inspira poetas e não poetas. No início; tudo supera... de-pois; quase tudo trancede. Isso mesmo, você leu certo: "quase tudo trancede!"
Não é por falta de otimismo ou de paixão que afirmo isso com tanta certeza.
Após uma análise sincera e um diálogo lógico com seus botões, gostaria que respondesse a uma simples pergunta: o amor resiste a rotina e a intimidade exacerbada? será que existe relação com encanto e magia sobrevivente a anos de convivência com o ronco insuportável, mau hálito matinal, flatos, arrotos, chulés e outras manias, opiniões e atitudes contrárias, costumes e discrepâncias do(a) companheiro(a)?
É esquisito falar sobre assunto tão pessoal e intransferível, mas essas aparentes indelicadezas fazem parte da vida, não é? Portanto, também devem ser analisadas.
Sabemos que todo, TO-DO ser humano vivente emite sons e emana odores não muito agradáveis de vez enquando, é individual por isso tem opiniões próprias e tem o direito de vez ou outra acordar meioooo... "com a casaca virada". A vida a dois é muito mais do que a partilha de momentos louváveis.
Então, o que fazer quando isso ocorrer? Estar preparado para tudo, sem falsas ilusões... não exigir perfeição do ser humano, imperfeito e falho por natureza... esse é o conselho de Fada!
Tenho uma amiga, amiga antiiiiga por sinal, que está a separar-se do marido justamente por isso: a rotina e os pequenos defeitos humanos acabaram com a mágica e linda relação novelística (digo novelística porque nunca vi um personagem soltando pum!)
Ela finda a relação "desastrosa" e seguirá em busca da pessoa perfeita... entonces, cheguei a conclusão de que ela viverá sozinha ou terá uma série de infortúnios nos relacionamentos seguintes: A PERFEIÇÃO HUMANA SERIA MARAVILHOSA, MAS ELA SÓ EXISTE NO NOSSO IDEAL!
Devemos criar uma série de expectativas em busca de uma idealização ou conviveremos cientes de que um relacionamento a dois não é um mar de rosas e que, para uma convivência aceitável precisamos ser mais tolerantes do que exigentes? Ou optaremos por viver só, flertando e nos relacionando superficialmente para que o love story não tenha conotação rotineira e nos agrade sempre...
Lembro de uma trecho bem pertinente de Eça de Queiroz: "É que o amor é essencialmente perecível e na hora que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois!...Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?" hahahaha... é isso mesmo... sempre estar começando para satisfazer-se plenamente. Essa também é uma opção, oras!
 Quando mais nova, dispensei algumas pessoas por achar sempre que a fila anda e que alguém capaz de preencher os meus totais requisitos estaria por vir.
Desde que cheguei a maturidade, que tomei consciência da perfeição existente apenas nos meus desejos mais íntimos, parei de sonhar com o príncipe e encarei a convivência com um homem, tão defeituoso e virtuoso como eu.
Hoje, exijo menos das pessoas. Sei que cada um só pode dar aquilo que tem e que não posso impor o que quero por sonhar demais e idealizar alguém. Aceitar ou não faz parte da escolha.
Tomou consciência de tudo o que poderia acontecer no início e do quão difícil é partilhar a vida??? Então, não diga que foi enganada (o) depois. 

VOLTE SEMPRE!!!!
 
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