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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Notícias da lapidação

Oi, Família! Quantas saudades!
Desculpem a longa ausência, mas estou procurando repousar o máximo possível.
Quanto a cirurgia, nada, NADA é mar de rosas nessa primeira fase. Acho que o meu consolo derradeiro, é saber que tudo isso valerá a pena, que estou viva e que continuo firme e forte.
Esse processo não é tão fácil como imaginava! Sinto dores, cólicas, gases, incômodo. As posições são difíceis, tenho andado irritadinha e... além de todo esse contexto, menstruei fortemente.
O legal é que não tenho náuseas, vômitos ou reações surpresas quanto aos alimentos líquidos. Tenho procurado ser independente, tomar meu banho, buscar meus líquidos, caminhar um pouquinho. Mesmo desafiando as dores.
Amanhã, com fé em Deus, tiro os pontos e tudo tende a melhorar.
A importância de estar psicologicamente preparado para uma cirurgia desse porte é imprescindível. Acho que a saúde mental determina o sucesso.
Não é só operar e emagrecer. As fases existem e precisam ser cumpridas, superadas. O emagrecimento não é oriundo de um passe de mágica! Todas as orientações da equipe médica devem ser cumpridas a risca. Fica a dica para as futuras gastroplastizadas.
E vocês? Como estão?
Continuo em débito com todos (principalmente com o presente de Regina e com as fofocas que preciso colocar em dias com Deya). Mas, peço que tenham calminha, tá? Eu volto, totalitária para vocês.
Um fato interessante, ocorrido na cirurgia é que assim que retornei, cumprimentei a todos que me aguardavam no quarto... e, ainda meio grogue, peguei a caneta e o papel e externei o que sentia naquele momento. Compartilho agora convosco:
"Antes, sentia-me rocha bruta. Soterrada debaixo de escombros.
Pouco a pouco, com os intempéries sorrateiros, exposta a chuvas e tempestades, fiquei vulnerável aos primeiros raios de sol. E como gostei! Logo, procurei e encontrei pessoas maravilhosas que perceberam que apesar de rocha bruta, possuia algum valor. Escavaram o terreno e fui resgatada.
Hoje, encontro-me sobre lapidação.
Percebo, paulatinamente,  a importância de ser entalhada, trabalhada, tão bem lapidada pelo meu criador.
Sim, sair do lugar comum dói. Sair da mesmice que escraviza, que acomoda não é tarefa muito fácil. Mas é uma viagem fascinante ao auto conhecimento. Descubro as milhares de facetas dos entalhes e constato que é preciso bravura e muita fé para tornar-se cada vez mais preciosa.
Quero ser cada vez melhor!"

Muitos desses escavadores são vocês. Saibam, de coração, que são imprescindíveis nesse importante processo de lapidação. Sou infinitamente grata por isso.
Muito, muito, muito obrigada por toda a torcida e boas vibrações.

VOLTE SEMPRE!!!!
 
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