Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu e a lua

 "Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha."
Cecília Meireles

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Enraizado

Para Kleiton Castro, com todo meu amor.

"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi:
não soube que ias comigo.
Até que as tuas raízes atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."
Pablo Neruda

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Olhando no espelho

Sou humana como você,
sinto as dores e os dissabores.
Entediam-me as discusões que transtornam, que nada engrandecem
que partem de indivíduos sedentos...
ávidos em apenas querer medir força
sem sentido, sem porquê.
Luto, desvairadamente, por causas que indignam a minha alma
cujo a tirania atinge os inocentes
que edificam, com covardia, a selva sem lei em que hoje habitamos.
Penso que o canibalismo do consumo
deflora o intelecto
aflora o egoismo
incita a vaidade repugnante dos homens pequenos
que se acham tão grandes
por querer ter mais do que ser.
Sou agricultora dos verdadeiros sorrisos
aqueles que alargam o espírito
que só brotam em terras vivificadas, férteis
abundantes de amor e viçosas de esperança.
Sou tecelã da grandeza da alma perceptível,
que labora incansavelmente,
principalmente através da gentileza;
esses fios nobres, tão raros
tecidos pela humildade, pela boa educação.
Sou artesã da felicidade
aquela que trabalha com restaurações, reciclagens.
Fascina-me auxiliar na transformação de seres aparentemente inanimados, tristes, sem esperanças...
jogados de qualquer jeito, esquecido no quintal junto com entulhos...
acredito que todos os que sentem-se pequenos lixos humanos
são, na verdade, tesouros, relíquias impagáveis
que não descobriram o devido valor mediante o que já sofreram.
Porém, após cuidado, atenção e muito carinho,
transformam-se em valiosas obras da arte de si mesmo.
Sou mestre de obras das sólidas edificações,
Pescador dos sentimentos verdadeiros,
Gari das energias deletéreas.
Sou tão comum, tão sensível, tão frágil
mas torno-me especial e forte
mediante a vontade de fazer e ser cada vez melhor.
Flávia Barbosa

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fortaleza

Tem dias que o desânimo abate
Só dá vontade de desistir
Os problemas assumem a sua vida
e perde o sentido de persistir
De repente algo acontece
fica até sem entender
pois aquilo que lhe esmorece
vê completamente desaparecer
Como por mágica, magia
uma força toma o seu coração
é uma luz que irradia
causando bastante empolgação
Olha que isso independe
de crença ou religião
é o poder que surpreende
e não dá para pegar com a mão
Afirmo que esse milagre
faz parte da obra de Deus
que a vida dos filhos invade
nunca deixando cair os seus
Fé, esperança, compaixão
Ele sempre se faz presente
nos retira da pior escuridão
inunda, com seu amor persistente
Sinto-o a todo instante
Sem ter hora ou lugar
é uma energia vibrante
Que nos convida ao bem propagar
Ele faz toda a diferença
Sei que é o início, o meio e o fim
Seu simples pensar dá convalescença
Ele jamais abandona a mim.
Se você sente-se fraco ou covarde
E não sabe como se recuperar
Acredite no amor de Deus e aguarde
Não tema, apenas deixe-o trabalhar.
(Só Ele pode resgatar!)

Flávia Barbosa. :-)

sábado, 9 de outubro de 2010

Nós


Totalidades despidas

Em ti me perco
mão, pele, boca, sexo...
tudo sintonizado
translúcido
desvairado.
Nesse vai e vem sublime brincamos,
rimos,
deliramos, 
ficamos insanos,
falamos bobagens nem um pouco inteligíveis...
pura cupidez, na arte do prazer.
Simbiose exata,
devaneios sem credo,
ardente luxúria.
É nessa busca insensata
que sou completa lasciva 
para aumentar o apetite
como se fosse a primeira e a última vez.
Cada vez mais desejo
mão, pele, boca, sexo...
numa entrega exata
nua, encaixada
pura, escrachada...
onde me vejo sua fêmea
rainha suprema
saboreando o suor, 
o sorriso, 
estampido deleite.
Amo assim e relaxo, 
sem restrições, sem máscaras, 
sem limites te quero 
fincado,
absoluto,
flechado,
cada vez mais
dentro de mim.

Flávia Barbosa.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sim, eu aprendiii!!!

Com o tempo aprendi que os homens são falíveis, que super heróis não existem, que a perfeição de um casamento habita apenas no imaginário do sonhador.
Que os amores só eternizam-se se fizermos por onde e o futuro está, acima de tudo, em nossas mãos.
Aprendi que os filhos são do casal enquanto  o casamento perdurar. Após isso é responsabilidade materna e troféu do pai, levantado em ocasiões especiais.
Que os animais de estimação não são brinquedos vís e merecem respeito. São, na verdade, os maiores amigos de um homem, seja qual for a circunstância.
Aprendi que a solidão pode ser uma boa companhia se estivermos contritos com a nossa consciência.
Que não podemos exigir bom humor dos outros porque todo mundo tem um dia negro por direito, inclusive eu.
Aprendi ainda que conquistamos amizades em várias etapas da nossa vida e que, independente do que fizermos para mantê-las, elas só durarão se forem sinceras... e isso não depende só de nós.
Que quando não aprendemos pelo amor, mais cedo ou mais tarde, aprendemos pela dor.
Que não existem atalhos ou soluções mágicas para os nossos problemas.
Aprendi que não basta amar sozinho. O amor unilateral é uma fonte de inesgotáveis dissabores.
Que se Deus nos deu a oportunidade de termos sentimentos e raciocínio, devemos usá-los concomitantemente, sem priorizar nem um nem o outro.
E por último aprendi a perceber o lado positivo de todas as coisas, pois muitas vezes dos remédios mais amargos surtem as melhores curas.
Amigas...  redigi essas palavras tão rapidinho e só agora, depois que reli, percebi que estou meio azêda hoje, né? ninguém merece!!! Melhor dormir!

VOLTE SEMPRE!!!!
 
BlogBlogs.Com.Br